[FP] Dimitri Zerinov

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[FP] Dimitri Zerinov

Mensagem por Alarik Von Kratzen em Ter Dez 16, 2014 1:10 pm


Dimitri Zerinov

Jake Bass

Idade: 23 anos
Espécie: Lobisomem
Família: Zerinov
Ocupação: Autônomo



Personalidade


Dimitri Zerinov é um homem ambicioso de ações desenfreadas que não aprendeu a valorizar nada além de seus desejos e ganhos pessoais, sem pensar duas vezes no que precisaria fazer para conseguir o que quer pois sabe que o mundo não pensaria duas vezes antes de derrubá-lo de seu lugar conquistado e tirar de suas mãos tudo o que havia conseguido com seu esforço. Sua personalidade é baseada principalmente na capacidade de prejudicar qualquer um que ficasse em seu caminho, mesmo que indiretamente. Ao mesmo tempo em que sempre se perguntou como é amar e ser amado, vê-se como uma pessoa incapaz de confiar o bastante em uma pessoa para amá-la pois nem ao menos tem a capacidade de pôr o sentimental acima do material. Quer ser amado mas não sabe como amar, quer confiar em alguém mas nunca conheceu uma pessoa que merecesse. Sua personalidade não é baseada apenas em dinheiro, mas nos prazeres da vida. Talvez isso compensasse o vazio dentro de si, talvez saber que sem isso o vazio doeria mais fosse a razão de lutar pelas ambições tão violentamente. Essa é sua personalidade, um jovem ambicioso e viciado na luxúria que compensa o vazio de seu coração.



História


Criado na Rússia, filho de pais desconhecidos que o abandonaram em um orfanato, Dimitri Zerinov viveu sua vida lutando e fugindo para sobreviver entre assassinos e lucrar entre ladrões. Mais especificamente, Dimitri nasceu em Mitischi, uma cidadezinha qualquer nos arredores de Moscou. Diferente da maioria das histórias de vida em que seus protagonistas vivem vidas de maus tratos e exclusão, Dimitri teve sua infância marcada com cenas em que intimidava, roubava e agredia outras crianças em seu lar adotivo provisório. Chegando a comandar outros órfãos perigosos numa gangue, ele garantiu seu lugar vantajoso como vilão da história pelas ações erradas em detrimento da possibilidade de ser uma vítima pelas ações certas. Não foi um posto facilmente conquistado, muitas brigas (algumas com direito a facadas) o levaram a perceber que a única família que um órfão poderia ter seriam seus instintos de sobrevivência, principalmente nas ruas frias da grande Rússia. Aos seus quatorze anos invadiu o escritório da diretora e descobriu um envelope com seu nome. Dentro dele havia uma carta de seus pais, que diziam o quanto sofriam por ter de deixá-lo mas era a única opção para que pudesse sobreviver. Pediram que ele tomasse muito cuidado no mundo afora, pois não era como as outras pessoas. Ele era um Zerinov e um dia ele conheceria o significado disso.
Naquela mesma noite Dimitri fugiu do orfanato em que vivera toda a sua vida, almejando nada menos que a mais pura sensação de uma vida livre. Mas só o que conquistou a princípio foi a descoberta de que nenhum desejo é realizado sem um preço a ser pago. Seu preço foram as noites de solidão e dificuldade, passando fome e se envolvendo em brigas que já não ganhava com tanta facilidade quanto antes. Não tinha interesse em buscar suas origens como os outros órfãos, queria apenas ir além do que era esperado de alguém como ele. Só o que Dimitri queria era conquistar uma vida melhor, não importando o que fosse necessário para isso. Aos dezesseis anos, após fugir de uma multidão enfurecida que o vira roubar Vatrushka da mão de uma criança, as carteiras de dois idosos e a bolsa de uma mulher escandalosa, ele achou que era apenas mais um dia comum até ser encontrado por uma gangue de perigosos marginais juvenis que o recrutaram como um deles. Por um momento ele achou que sabia o que era ter uma família. Continuaram a praticar delitos pequenos como roubos e espancamentos em troca de dinheiro, mas a ambição falou mais alto e logo o grupo criminoso de Dimitri dirigiu-se à Moscou, buscando novas possibilidades. Lá tiveram sorte grande no que deveria ser o pior acontecimento possível no crime russo, tentar roubar de um mafioso da Balashikhinski, um dos mais perigosos grupos mafiosos da capital russa. Mas pela coragem e pela habilidade daqueles "promissores" jovens, todos foram convidados a serem treinados como membros daquela enorme família de estelionatários matadores.
Vivendo numa enorme mansão sob os cuidados dos senhores do crime da cidade, Dimitri aprendeu a lutar, roubar e matar como um profissional. Mas não era o que queria para sempre, Dimitri não se prendia a nada, apenas aproveitava tudo que lhe fosse útil em cada estágio da vida antes de passar para o próximo. E ter se tornado o maior destaque em todo o seu grupo de novatos não foi algo muito bom no que se refere ao objetivo de fugir. Por isso aceitou a proposta de um de seus colegas, pegar o máximo de dinheiro que pudessem no cofre da mansão e fugirem num avião para os EUA. O plano parecia ótimo até ele descobrir que havia sido traído e seu suposto parceiro queria apenas induzi-lo ao roubo para que, ao delatá-lo, ganhasse a confiança dos grandes chefões.
Quando se deu conta, Dimitri estava na sala de reuniões com um saco cheio de dólares e aquele que um dia foi seu irmão de crime gritando por ajuda enquanto mafiosos armados podiam ser ouvidos se aproximando no corredor. Ele poderia morrer ali, poderia se arrepender de todas os crimes que deixou de cometer, mas foi incapaz de pensar em outra coisa além de matar aquele maldito traidor. Sem muito esforço, principalmente devido à sua prática no que se refere a lutar e ferir pessoas, Dimitri quebrou seu braço e logo depois o pescoço. Quando o corpo morto e frio de seu suposto amigo caiu ao chão sem o menor sinal de reação, Dimitri cedeu ao nervosismo. Sua respiração estava ofegante, sua visão turva e suas mãos formigavam como se uma corrente elétrica passasse por ele. Não sabia o que fazer, apesar de seus crimes nunca havia realmente matado alguém antes nem pretendia fazer tal atrocidade. Mas agora havia acontecido e ele estava prestes a encontrar seu fim quando os mafiosos chegassem e concluíssem que ele matou o homem que tentou impedí-lo de realizar o roubo.
Esperava encontrar uma morte digna depois daquilo, aceitando os tiros de metralhadora e partindo como o ambicioso Zerinov, capaz de qualquer coisa pelo maior prêmio. Feroz e sorrateiro como um lobo branco numa nevasca. Porém a sensação de seu primeiro assassinato foi um tanto quanto diferenciada. Sua pele queimava como se fosse banhado em metal fervente, um zumbido infernal como se todos os sons do mundo gritassem aos seus ouvidos fazia sua cabeça explodir em dor, assim como os mil cheiros fortíssimos que enchiam-lhe de náusea, também a aflição e a descarga de energia em seus músculos, que faziam sua mente lutar contra o impulso de se mover descontroladamente que o corpo gerava e seus dentes doíam como se estivessem aumentando. Ele se olhou na enorme janela do escritório, que dava na avenida central. Seu reflexo era de um homem com expressão selvagem, com olhos dourados, dentes afiados, respiração ofegante e veias saltando pelo corpo. Dimitri queria implorar para que aquilo parasse, queria que aquele sentimento horrível de que seu próprio corpo queria forçá-lo a sofrer inevitavelmente fosse embora. Mas não adiantava, por mais que gritasse, urrasse e chorasse, todas aquelas sensações dolorosas pareciam apenas aumentar, como uma mensagem dizendo que nunca seria livre de horríveis momentos de dor. Um estrondo abriu a porta atrás dele e como um reflexo à chegada de homens de terno armados com metralhadoras, Dimitri virou-se e olhou para cima, procurando morrer com pelo menos o belo olhar da lua sobre seus olhos. Era uma noite de lua cheia e ao olhar para ela, ele não sentiu mais nada além da pior tortura imaginável, cuja visão turva clareou por meros três segundos em que seu reflexo na janela deu lugar ao de um grande lobo branco de olhos dourados. Depois disso, o que havia da consciência de Dimitri mergulhou em profundo sono.
Ele acordou num solavanco, ofegante e sem camisa no meio de uma floresta. Achou que tudo não passava de um sonho mas a dor continuava e o desespero de mil sons e cheiros ainda o perturbavam como gritos do inferno. Ainda sem pensar, como se movido pelo automático por ações além de seu controle, ele simplesmente saiu correndo ao longo da floresta e encontrando uma avenida, por onde seguiu sem ver nada além de vultos nas laterais da visão mas estranhamente não atingindo ninguém.Quando se deu conta depois de pouco mais de meia hora de corrida (que apesar da dor, não o deixara exausto) Dimitri colidiu com um conjunto de malas e bagagens, dando-se conta por um enorme som de turbina que vibrou seus tímpanos, que estava no aeroporto de Moscou, onde ele correu ao banheiro e se trancou num box sem pensar duas vezes.
A dor havia diminuído um pouco mas não o suficiente e a sensação de peso por seus delitos e erros caía sobre seus ombros. Talvez fosse um castigo por matar uma pessoa, talvez fosse um sinal de que se deixar levar pela raiva e pelo rancor como fizera a sua vida toda era o pior erro que poderia cometer. Passaram-se mais horas do que podia contar e a dor poderia ser considerada expressivamente incômoda, mas tolerável.
Num estado deplorável e incapaz de concentrar-se no que falava e dizia, Dimitri conseguiu com dificuldade comprar uma passagem para os EUA com o dinheiro roubado. Enquanto tentava descansar no avião, Dimitri teve um longo e confuso sonho do qual não conseguia acordar. Nele as cenas mudavam rapidamente de uma enorme alcateia de lobos brancos lutava ferozmente contra homens armados a um casal deixando um bebê com uma carta no orfanato e uma voz que repetia "Lobisomem... Lobisomem...". Ao final do sonho, o jovem viu-se numa estrada na floresta em frente a uma placa que dizia "Bem-vindo a Mystic Falls". À sua volta, homens pálidos de olhos vermelhos corriam com lobos enormes de olhos dourados e pessoas com livros em suas mãos proclamavam palavras desconhecidas enquanto trovões e bolas de fogo caíam do céu. Nunca tivera um sonho tão real e assustador. Ao acordar, já no Virgina State Airport, Dimitri embarcou no primeiro ônibus que apareceu para qualquer cidade longe da multidão, onde o crime organizado russo não pudesse encontrá-lo.
O ônibus fez sua última parada e o motorista teve de chamá-lo para que saísse, descendo em frente a uma placa. A mesma placa que vira em seu sonho, a placa de uma cidade chamada Mystic Falls. De repente sentiu-se tonto e tudo que era confuso e simplesmente insano pareceu fazer sentido. Seu sonho não fora um delírio, fora uma revelação. Seus pais o deixaram no orfanato pois estavam sendo perseguidos e queriam salvá-lo, ou simplesmente pois imaginavam que o destino de alguém como ele era extremamente doloroso em quase qualquer sentido possível. A carta fazia sentido agora, pois ser um Zerinov significava algo que nenhuma pessoa normal poderia entender e principalmente aguentar. Agora ele sabia que seu destino estava ali como o sonho o revelara. Dimitri era um Zerinov, Dimitri era um lobisomem e no fundo sabia que os momentos de dificuldade e dor estavam apenas começando.  

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